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Ok. A moça protagonista do filme é destemida, corajosa e ousada. A trilha sonora encanta. A trama romantizada faz suspirar corações.

Contudo, a história da Bela e da Fera transmite uma mensagem bem diferente do mamão com açúcar a que estamos acostumados.

Vai depender do seu momento de vida, do filtro usado, da leitura realizada por sua mente crítica, mas é possível ultrapassar o limite do senso comum e mergulhar na mensagem psicológica que transborda no filme.

Em uma pergunta: quem é a Fera que habita em você? Qual sua pior versão? Qual o seu lado mais negro?

O cinema está repleto de metáforas nesse sentido, basta olharmos Darth Vader de  Star Wars e o Voldemort que habita em Harry Potter.

Contudo, no filme em questão, temos uma analogia direta ao que existe de pior e mais asqueroso no interior do ser humano.

Claro que, no filme mais recente, as razões para a aparição dessa personalidade foram apresentadas como influência dos pais.

Na vida como um todo, eles são sim nossa base de inspiração, mas não por completo.

Voltemos ao tema central deste artigo: a pior versão do jovem príncipe foi exteriorizada na Fera e durante o filme ele tem sua personalidade depurada, mostrando a aparência de um monstro e o coração de repleto de amor e piedade.

A analogia oposta é feita com o personagem Gaston. O belo herói é apresentado como a verdadeira face do orgulho e das demais mazelas que podem preencher o coração humano.

Das lições principais que podemos tirar considerando esta visão da história:

  • Sim! As aparências enganam, mas não para sempre. É impossível negar sua real natureza por tanto tempo.
  • É preciso conhecer sua pior versão, trazê-la à tona, conhecer a si mesmo. Qual o seu lado negro? Você tem coragem de olhar para Fera que habita em você?
  • Sempre teremos a opção da escolha, quem vai prevalecer: a besta, a fera ou o príncipe?
  • O quanto você é capaz de enxergar a verdadeira versão de cada pessoa? Você consegue reconhecer a verdadeira Fera e o verdadeiro Gaston?

Por fim, mas não menos importante:

A verdadeira essência de cada um é invisível aos olhos, mas não ao coração, já nos ensinou Antoine de Saint-Exupéry.