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Há alguns meses, escrevi um texto refletindo a respeito dos motivos que me levaram a assistir e “reassistir” o filme Divertida Mente da Disney/Pixar.

Julgo importante fomentar essas reflexões acerca do sentido dos filmes.

É como ler um livro e pensar em que ele acrescentou na minha vida.

Nas reflexões que se seguem, você pode sentir falta de filmes como Pocahontas, A Bela Adormecida, Branca de Neve, Mulan e tantos outros clássicos. Como eu disse, selecionei a lição essencial dos meus 5 filmes favoritos.

Aproveite para deixar um comentário com o seu filme favorito e o que ele te ensinou. Observe que por mais que o enredo do filme envolva magia e fantasia, as grandes lições são parte do mundo humano e estão ao nosso alcance.

A Pequena Sereia

De longe a minha favorita. Sempre.

Até onde é possível ir na busca por um sonho? Será que o nosso sonho vale o nosso maior dom, aquilo que possuímos de mais precioso? O que estamos dispostos a oferecer em troca deste sonho? Estas são as reflexões que Ariel, a Pequena Sereia, nos leva a fazer. A filha do rei Tritão apaixona-se por um humano, além do fato de ser fascinada pelo mundo sobre as àguas. Ariel entrega sua voz á bruxa do mar no ímpeto de lutar pelo amor do Príncipe Eric e enfrenta grandes adversidades até conseguir. A personagem nos ensina que, muitas vezes, nossas raízes pertencem a um lugar e nosso coração a outro e cabe a cada um empreender a jornada para ultrapassar o limite que divide esses dois mundos. A luta da Pequena Sereia é mais para se libertar do da “prisão” que o mar representava e alcançar o tão sonhado mundo humano. O amor foi o caminho que a levou até lá. Esta animação nos ensina a buscar o mundo ao qual realmente pertencemos, independentemente de padrões e estereótipos que queiram nos dizer o contrário.

A Bela e a Fera

Ah Bela!!!! Minha segunda personagem favorita. Minha irmã achava que fosse a primeira pela paixão que nós compartilhamos por livros. De fato, um dos meus sonhos sempre foi uma biblioteca como aquela que a Fera oferece a Bela em uma das mais lindas sequências do filme. Jovem de pulso firme, coragem e atitude que se oferece para ficar em cativeiro no lugar do pai e acaba transformando o ambiente sombrio do castelo em um lugar de esperança. Tantos são os aprendizados deste filme! Da lição contra o orgulho do jovem príncipe que a Fera fora à arrogância de Gaston que o leva a morte, certamente, a maior de todas está na capacidade de olhar as pessoas para além das aparências, para além do que os olhos possam enxergar. O filme nos ensina a conectar coração a coração, alma com alma. Essência. A Bela consegue olhar e enxergar para além do monstro, da besta, da fera. E eu me pergunta quantas pessoas deixamos passar por aquela falsa primeira impressão que não nos leva a permitir uma aproximação? As pessoas são mais que suas vestes, seus cabelos e acessórios. Estamos olhando o mundo com os olhos de Bela?

O Rei Leão

Simba, Timão, Pumba, Nala, Mufaza, Rafiki e aquela música inicial que ainda hoje arrepia ao ouvir. A história poderia render uma profunda análise sobre sobrevivência, equilíbrio das espécies, lealdade e respeito. Ou ainda sobre a ganância e ambição de um irmão que faz de tudo para conseguir o trono dos leões. Sem falar em aprender a viver a vida sem olhar os problemas ou a teoria do Hakuna Matata. Entretanto, julgo que a maior de todas as lições encontra-se em um diálogo entre Rafiki e Simba. Este, quando criança, acreditou ser responsável pela morte do pai e fugiu para um lugar onde negou sua natureza e seu passado. Entretanto, o passado vai até ele para lembrar quem é: o Rei. O diálogo é o seguinte:

Rafiki bate em Simba…

Simba: Ai! Ei, que história é essa?

Rafiki: Não interessa! Está no passado!

Simba: É, mas ainda dói.

Rafiki: Ah sim, o passado pode doer. Mas do jeito que eu vejo, você pode fugir dele, ou… aprender com ele.

Moral da história: nosso passado ainda pesa ou já nos libertamos dele enfrentando nossos fantasmas? Creio ser essa a grande lição que o Rei Leão nos oferece. E você? O que aprendeu com este filme?

 

Aladin

A história jovem ladrão de bom coração que encontrou uma lâmpada mágica e ganhou o direito a 3 desejos. O problema é que o Gênio da Lâmpada não poderia fazer com que seu grande amor, a princesa Jasmin se apaixonasse por ele. Entretanto, era possível fazê-lo príncipe. E assim o fez. A história se desenrola para mostrar o duelo entre Aladin e o ambicioso e sombrio Jafar, feiticeiro que também usa poderes mágicos para conseguir se casar com a princesa. As mentiras de Aladin o fazem pagar um preço alto e colocar em risco até mesmo a vida do seu amor. Contudo, apesar de todo enredo e do passado do herói, ele vai mostrar sua nobreza de coração e de espírito no final do filme, o que, para mim, é a grande lição que fica. Em certa sequência da animação, Aladin descobre que seu amigo Gênio é um prisioneiro da lâmpada e que apenas o desejo de um amo poderia libertá-lo. Aladin promete fazê-lo. Para mim, uma das cenas mais emocionantes do filme: “preso em uma lampadazinha”. No final do filme, Aladin tem que escolher entre voltar a ser príncipe e ficar com a princesa ou cumprir sua promessa e libertar seu amigo, e é claro que ele toma a decisão de libertar o Gênio. O que você faria? Você é fiel ao que promete? Daria um dos seus desejos em troca da liberdade de alguém? O que desejaria se estivesse com uma lâmpada mágica?

Peter Pan

O garoto que não cresce. O menino que é uma eterna criança e enfrenta o rabugento Capitão Gancho para libertar a Terra do Nunca dos malvados piratas. Peter é alegre (até demais), brincalhão, divertido e comanda o grupo dos Meninos Perdidos nas mais incríveis aventuras. Wendy e seus irmãos passam a fazer parte da trupe quando Peter os visita e os convida a conhecer a Terra onde a mágica da eterna juventude acontece. As lições desta animação são diversas, a começar pelo momento em que o Pai de Wendy repreende os filhos por acreditarem em magia. Fica clara a diferente visão de mundo dos adultos e das crianças se o risco que se assume ao crescer. Na sequência em que Peter ensina Wendy e os irmãos a voarem, além se usar pó da fada Sininho, há algo sem o qual não é possível sair do chão: pensamentos felizes. Outra grande lição do desenho. Contudo, para mim, a maior lição de Peter Pan ainda é fazer com que nos lembremos de manter viva a criança que mora em cada um de nós, fazer com que esta criança possa via á tona e deixar o mundo um pouco menos carrancudo e chato. Não temos como tomar o elixir da vida e muito menos viver na Terra do Nunca, mas está ao nosso alcance despertar aquela criança que vive dentro de cada um fazê-la eterna em nosso coração e nossa mente. Peter Pan nos ensinar a deixar nossa criança viver para que ela enfrente as adversidades com humor, ousadia, coragem e criatividade. Sua criança está dormindo ou desperta?

E assim, falando de criança, me despeço por hoje! Fica aqui a promessa de um texto com os cincos filmes da nova geração Disney que mais gosto e suas lições: Lilo & Stitch, Valente, Zootopia, Frozen e Enrolados. Por hora, eu gostaria de saber quais são os seus filmes favoritos do universo Disney e o que você aprendeu com eles. Deixe seu comentário!!!