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Decidir é uma habilidade dos fortes.

Os fracos são escravos das decisões alheias.

O problema é que decidir não decidir já é uma decisão e todos somos resultados de nossas decisões.

Omitir-se da vida tem um preço. O preço de ser uma pessoa “tanto faz”, uma pessoa “mais ou menos”, uma pessoa “você que sabe”.

Você conhece alguém assim?

Ela é aquele tipo de pessoa morna, café com leite e completamente sem opinião. Vazia.

A vida dela é esperar que outros decidam e assim ela vai seguindo a manada.

Uma pessoa tanto faz não sabe se gosta de filme de terror ou comédia, não consegue definir se prefere funk ou rock, não sabe dizer se é melhor verão ou inverno, leite ou café, doce ou salgado, quente ou gelado.

Ok, mas isso é o de menos, em um dia eu posso querer ir pra praia e no outro para a montanha, isso me torna uma pessoa “tanto faz”?

Não. Pessoas “tanto faz” são vazias de si. Elas não se conhecem para dizer o que preferem ou deixam de preferir.

Uma coisa é ter dificuldade de escolher, a outra é anular a identidade e viver para ceder sua oportunidade de escolha para os outros.

As pessoas “tanto faz” permitem que outras pessoas escolham por elas.

Começa com o filme que vão assistir, depois com o sabor da pizza e assim continua com a padronização do ser que existe pelos olhos do outro e não pela construção do que ela acha de si mesmo.

Alguém que tem a oportunidade de escolha e solta um “tanto faz” realmente não me parece nenhum pouco interessado(a). Tanto faz a roupa que vou usar, a comida que vou comer, tanto faz o que vou estudar, tanto faz em quem votar.

Pela falta de informação sobre si e desconhecimento do que ela prefere, acaba por negar-se a oportunidade de escolha.

Muitas vezes, ela cede por carência.
Deixar o outro decidir é uma maneira de fazer-se agradável e manter os outros por perto. Então ela cede, abre mão do que gosta pelo gosto do outro e vira o café com leite da brincadeira, o amigo pasmaceira.

Mal sabe ela que ser autêntica nas decisões é a melhor maneira de atrair pessoas afins e afastar quem não está alinhado.

A pessoa “tanto faz” não faz questão de se posicionar, de argumentar, de defender um ponto de vista.

O problema é que ela vai se acostumar a ter alguém que sempre decidirá por ela.

E a maneira que se faz uma coisa, fará todas as outras. Tanto faz o sabor do suco, tanto faz a cor da casa, tanto faz o nome do filho, tanto faz … viver ou não.

Percebe o perigo? Quem não tem opinião acaba refém das escolhas de terceiros.

Tanto faz acordar ou dormir. Tanto faz onde vou viver. Tanto faz se vou sorrir ou sofrer.

Da próxima vez que você responder “tanto faz” reflita: quem vai decidir por você? E lembre-se que a maneira como você faz uma coisa, é a maneira como você faz todas as outras.

Será que não tem alguém decidindo o rumo da sua vida por você?

O que você quer da vida? (Tanto faz?)

Não seja essa pessoa.

Dani Medeiros
www.seumaiordesafioevoce.com.br