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Todo começo de relacionamento é um mar de rosas.

Apelidos fofos, palavras no diminutivo, sorriso bobo congelado no rosto.

A pessoa amada parece ter sido feita sob medida pra gente.

Tudo combina. Tudo se encaixa. Tudo é perfeitamente compreendido para satisfazer o desejo tão reprimido de amar e ser amado.

Assim atravessamos os dias, as semanas e os meses.

E com o passar do tempo a rotina se apropria da vida e a intimidade revela a face que a paixão ocultou.

Cada um viveu toda uma vida antes do outro chegar. Cada um tem seus medos, seus vícios, seus hábitos e seu jeito de fazer a vida funcionar.

Cada um carrega suas imperfeições, suas aflições, suas angústias e decepções que moldam o comportamento.

Por isso,

Queira um amor que entenda sua cara amarrada que não quer dizer nada além da TPM.

Queira o um amor que a chame de linda com a cara amassada depois de oito horas sono.

Queira um amor que entenda seu jeito totalmente desajeitado de fazer tudo errado.

Queira um amor que caia na risada quando você for responsável por mais um como quebrado.

Queira um amor que entenda que, às vezes, seu trabalho é estressante e que isso não tem a nada a ver com vocês.

Queira um amor que compreenda seus medos e que te dê a mão para ajudar a superá-los.

Queira um amor que não julgue o tamanho do seu prato e nem o número da sua roupa.

Queira um amor que entenda que, às vezes, o relógio corre no sentido contrário e que a gente se atrasa.

Queira um amor que entenda que nem sempre a gente pode jantar em casa.

Queira um amor que ame sua cara de perdido quando todo mundo ri da piada que pra você não faz sentido.

Queira um amor que ria com você quando sua receita Master Chef desandar.

Queira um amor que entenda que você o que é e não vai mudar.

Queira um amor que ame suas imperfeições, porque elas são apenas um ponto de vista e a gente sempre pode decidir se vai olhar para repreender e julgar ou se vai olhar com doçura e ternura a pessoa que se escolheu pra amar.

Dani Medeiros